A Copa não é para as Mulheres

Além de sofrerem com as remoções, a criminalização dos movimentos sociais e a falta de investimentos em políticas públicas (que mais uma vez são deixadas de lado em prol do gasto de mais de 28 bilhões na Copa), as mulheres também sofrerão com a mercantilização de seus corpos durante a Copa. As mulheres brasileiras há muito vem sendo vendidas para o exterior como mulheres “lascivas e exóticas” e, sobretudo, como “disponíveis”. Isso fica evidente, por exemplo, nas camisetas que a marca Adidas lançou para a Copa, que possuem imagens de mulheres semi-nuas.
Com o turismo sexual, que vem junto à Copa, também aumenta o tráfico sexual e a prostituição. Não é de se surpreender que nesse período de megaeventos está sendo proposta a legalização da prostituição (Projeto de Lei Gabriela Leite do deputado Jean Wyllys do PSOL), uma vez que a legalização das casas de prostituição e da cafetinagem facilita o lucro dos cafetões durante esses períodos de grande demanda por sexo prostituído.Imagem Copa
Esse projeto considera que a prostituição é um trabalho que algumas mulheres escolhem livremente mas, na verdade, essa voluntariedade não é real, dado que essas mulheres entram na prostituição por necessidades financeiras, por terem aprendido a ver seus próprios corpos como objetos e mercadoria, ou por terem sido explicitamente forçadas por um terceiro. A prostituição também não é “prestação de serviços”, uma vez que se trata da apropriação do corpo das mulheres pelos homens, uma violência condizente com toda a exploração que sofremos.
O governo deve pensar nos interesses das mulheres e não no lucro dos cafetões ou na comodidade dos consumidores!

Defendemos um modelo abolicionista da prostituição:
1. Nenhuma criminalização às mulheres em situação de prostituição. Por políticas que promovam a saída das mulheres da prostituição e da marginalização social.
2. Por uma lei que criminalize a compra de qualquer ato sexual. Pela responsabilização e criminalização do consumo de sexo.
3. Por mais fiscalização e pela criminalização de qualquer forma de agenciamento, controle ou aliciamento na prostituição. Pela criminalização da cafetinagem, das casas de prostituição e das redes de tráfico sexual.
4. Por mais políticas sociais voltadas para as mulheres, por equiparidade salarial entre homens e mulheres e por políticas e campanhas de prevenção à prostituição.

Pela abolição da prostituição! Pela vida das mulheres!

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